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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O ultimo poema

Assim que eu queria o meu ultimo poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais lípidos
A paixão dos suicidas que se mata sem explicação.
(LIVRO Manuel Bandeira
50 poemas escolhidos pelo autor)